Espaço para reflexão das diversas teorias da pós-modernidade. Tendo como ênfase o debate da nossa contemporaneidade à luz da Palavra de Deus. Uma discussão para todos, sem perder o caráter acadêmico da problematização dos referidos temas. Compreender as verdades reveladas pelo cristianismo e nosso dever de relatar e divulgá-las na presente era.O verdadeiro cristão tem que se posicionar diante do contexto atual. Trabalhar como apologista da fé, defensor das Sagradas Escrituras.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

POR ESTA CRUZ TE MATAREI

OLSON, Bruce. Por esta cruz te matarei. Trad. Dini Rizzi. São Paulo: Vida, 2012.

RESENHA

Bruce Olson é considerado um dos maiores missionários do século XX. Destemido e arrojado, ele foi para a Venezuela para evangelizar os índios. Olson desde a infância sentiu-se impulsionado por Deus a fazer algo mais do que ficar na sua pacata cidade, crescer e ser um linguísta renomado, profissão que tinha aptidão pela sua capacidade em aprender vários idiomas, dentre eles: o hebraico bíblico e o grego do tempo de Jesus.
Aos dezenove anos, parte para Venezuela atendendo, assim, seu chamado missionário. Consegue chegar à tribo dos motilones, mas antes passara pela capital Caracas. Lá conheceu uma família que lhe deu apoio e proteção. Algum tempo depois conheceu alguns jovens universitários, indo morar com eles numa república.
Sua paixão pelos índios fez com que ele sempre retomasse seu projeto de conhecê-los apesar das dificuldades encontradas em Caracas. Foi com um representante de uma petrolífera que conseguiu ir à tão sonhada floresta num avião da empresa e deixado lá sozinho. Pois ainda em Caracas soubera de um surto de sarampo que dizimou muitos índios e queria ajudar levando-lhes medicamentos.
Para sua surpresa chega a uma tribo que ele não esperava - os iucos. Mesmo assim Olson trabalha durante alguns meses nessa tribo até que algum índio o leve aos motilones.
Os motilones eram conhecidos por seu cruel tratamento contra os “homens brancos”, pois haviam matado alguns trabalhadores das empresas petrolíferas instaladas na região, e também pela capacidade de derrotar outras tribos indígenas em guerras. Por isso, os iucos tinham medo dos motilones e foi uma tarefa difícil convencê-los a levarem-no até eles. Depois de prometer alguns presentes ao grupo, Olson parte com os índios iucos ao destino desejado.
Passando pelas dificuldades da mata e também pela fronteira Venezuela-Colômbia o grupo chega, finalmente, à terra dos motilones. O grupo de índios percebendo a presença da tribo rival, foge e deixa Olson sozinho na mata que é atingido na perna por um flecha certeira. Levado à tribo, fica preso numa espécie de jaula. Por causa do ferimento, durante semanas agoniza de dor e febre até que resolve fugir da tribo.
Quando Olson foge da tribo é encontrado por um grupo de madeireiros que leva-o até Talamaque e depois a Bogotá. Na capital, recebe tratamento e volta para a tribo levando os medicamentos necessários para tratar à doença dos indígenas. Olson viveu muitos anos com os motilones e os ajudou a desenvolver uma agricultura sustentável e a melhorar sua saúde construindo postos de atendimento especializado. Ele desenvolveu uma união fraternal com o índio Cobaydra/ Bobarishora, chamando carinhosamente de Bobby. Como os índios não conseguiam pronunciar o nome Bruce Olson chamaram-no de “Bruchko”.
Olson passou cinco anos entre os motilones sem falar uma palavra sobre Deus e Jesus Cristo. Até que numa oportunidade quando os índios estavam pranteando a morte de um parente começou a pregar a mensagem de Jesus Cristo encarnado que veio salvar todos os índios. Utilizou uma antiga lenda indígena para explicar como Jesus tornou-se homem e anunciou sua palavra com amor e, por fim, morreu e ressuscitou. Desse dia em diante ele, pregava principalmente para seu amigo Bobby, e este por sua vez para os demais. Progressivamente começaram a aceitar Jesus.
Mas as dificuldades aumentavam com o progresso do evangelho. Grupos de foragidos de presídios instalaram-se nos arredores da tribo motilone, querendo apossar-se de suas terras. Um desses fugitivos Humberto Abril ameaçou a Bobby fazendo o sinal da cruz com os dedos polegar e indicador cruzados: “Juro por esta cruz que eu te matarei! (OLSON, 2012, p. 8)”
Num dia quando Bobby estava subindo o rio com alguns outros índios, para vender bananas, ele foi alvejado por tiros vindos de capangas de Abril morrendo na hora. Olson fica arrasado, pois já havia perdido sua namorada Glória que morreu num acidente de carro poucos meses antes do casamento, agora era seu melhor amigo. Inconformado questiona a Deus sobre as mortes e em seu coração sabe que o seu ministério não é fácil e todas essas adversidades eram os percursos que teria que percorrer em meio àquilo que Deus entregou para ele fazer.

Por esta cruz te matarei é uma história comovente e edificante. Mostra as dificuldades das missões entre os indígenas, mas também a provisão de Deus em todos os aspectos. Recomendado para todos os aspirantes ao ministério missionário, aos pastores e a todos cristãos que precisam conhecer um pouco mais do trabalho missionário entre os indígenas.

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